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A linguagem do corpo na expressão da vida

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Cursos: A linguagem do Corpo na Expressão da Vida

A Ciência e a Arte da Cura sempre caminharam em paralelo na história da Humanidade. Além do fascínio que desperta na vida das pessoas, estão também associados a busca do homem em encontrar sua essência e viver bem. Corpo/Alma, Matéria/Espírito tem sido tema de diversos estudos, pesquisas e literaturas, levantando polêmica, tanto no âmbito da ciência quanto das religiões.

Que mistérios regem a vida, que interferem na saúde causando doenças tão relativas a cada pessoa, desde seu contágio, sua sintomatologia e cura?

Tantos questionamentos sem respostas, tantas conjecturas sobre o assunto, e no entanto, somente compreendemos um pouco, quando conseguimos nos abster da lógica mental e acessamos às informações em nível inconsciente, que são, muitas vezes, inexplicáveis à razão, mas capazes de produzir grandes diferenças no viver cotidiano. Entretanto, a grande pergunta é: por onde podemos começar este acesso?

Muitas vezes, sabemos o que pretendemos realizar, mas quando partimos à ação temos de imediato a sensação de que não vamos conseguir. Queremos falar, escrever, ou agir, mas tudo fica confuso, ou sentimos um imenso vazio. E aí, desistimos por não saber por onde começar.

Eu percebi, através do trabalho interno, que devemos começar a partir daí. Esta é a porta que deve ser aberta e, aquela sensação de confusão ou de vazio é o limite entre dois estados internos: a comodidade do mental e o desconforto da inconsciência, ou o passo adiante ao desconhecido. O mais comum é recuarmos e não adentrarmos a essa porta. Mas... Quando seguimos confiantes e olhamos pra nós mesmos, percebemos o que de fato está acontecendo.

Essa, sem dúvida, é a forma de começar a realizar aquilo que gostaríamos de fazer: assim que aprendemos a conhecer o que se passa dentro de nós, adentramos a essa porta do Ser e passamos também a compreender um pouquinho do que está lá fora.
Nosso corpo é um grande e mágico livro. É uma epopéia de milagres. Milagres que acontecem a todo instante, mas que às vezes são entendidos como sofrimento. Por vezes, percebo que algo está acontecendo dentro de mim, num movimento energeticamente forte, e isto causa alteração no meu bio-sistema, provocando sensações físicas. Quando paro para sentir o movimento e me coloco “em foco”, tudo se ilumina e se integra, basta esperar acontecer.

Posso afirmar que minha vida mudou, desde o momento em que decidi curar-me, através do contato com o meu corpo, minha mente e meu espírito. Ainda hoje continuo me descobrindo, e quanto mais esse contato se faz presente, mais e mais agradeço.
Foi a partir daí, que senti poder me colocar a disposição do Ser para curar os outros. Esse trabalho se dá em todos os níveis e formas, à distância, individualmente, em grupo, e para a Terra (Ser planetário). Cada vez mais fica evidenciado a grande dádiva recebida que é a de estarmos na Terra habitando um corpo.

O nosso corpo é capaz de processar e traduzir todas as curas e cada uma tem sua própria linguagem, desde uma dor no pé até um estado de vazio, comumente associado ao pânico e a depressão.

Através de meus trabalhos descobri o que se opera no meu corpo. É como se ele fosse um imenso radar que capta todas as formas de radiações e negatividades do ambiente ou das pessoas, nas mais diferentes situações. Meus próprios processos desencadearam essa auto-descoberta. De repente entrava em algum processo, realizava meu trabalho interno e entrava num estado vazio, e percebia o ensinamento. Através das pessoas nas, terapias individuais e grupais, também faço minhas descobertas.

Fico extasiada ao me sentar diante de uma pessoa e sentir todo o seu processo se traduzindo no meu corpo, com sensação física, comunicação visual, a tradução do nível de crença vivenciada no corpo e na vida. De acessar memórias que nem ela própria lembra, mas ao fazer o contato, tudo se esclarece e desencadeia toda uma rede de comunicação. Perceber nitidamente, que meu corpo e o corpo do outro são um só. Um só corpo, um só espírito, uma só alma. O que nos diferencia é a nossa persona, que nos torna únicos na Terra mas, porém efêmeros, transitórios. E isto já é suficiente para tanta vaidade, entretanto, tudo pode ser perdoado e libertado, desde que não nos fixemos nos processos. A fixação se dá quando nos confundimos com a emoção. Se aprendemos a senti-la através do corpo físico, ela se solta liberando também a dor e o sofrimento, acontecendo assim grandes milagres, grandes transformações.
Tudo é um processo quântico, e a “quanticidade” contida no Ser nos traz de volta à consciência da essência divina que somos, a consciência da Unidade e também da Unicidade da grande riqueza herdada.

O grande presente, porém, é quando se percebe que esta infinita possibilidade é acessível a todos, independente de cor, sexo, escolaridade, poder econômico, político ou religioso. É aberto para todos, basta querer e se experimentar, tornando-se o próprio laboratório e estar disposto a transpor os obstáculos para vencer o grande desafio.
Lembre-se que o primeiro desafio já foi vencido, que foi nascer na Terra, e ao nascer zerar nossa dívida acumulada pelo espírito em existências passadas. Isso nos torna aptos a viver felizes aqui. Se conseguíssemos nos convencer disto, resolveria grandes problemas e dificuldades na vida terrena. Aqui se encontra a questão, convencer-se que é possível viver livre, consciente e inconscientemente. “Viver sem culpa”. Num estado de plena aceitação da vida. “Viver em paz apesar de...”.

Assim o corpo estaria aberto para realizar seu grande propósito: de ligar a Terra ao Céu, através do Coração e deixar passar tudo que está preso na Terra – limpando a energia do Planeta.

Quanto mais nosso corpo está livre, mais trabalhamos sem perceber, sentindo-nos felizes.


Orientadora: Pedra Rosa - Terapeuta Holística


 
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