Rituais
Xamânicos: Kambô
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KAMBO é
uma vacina extraída da rã phyllomedusa bicolor
encontrada em quase todos países amazônicos,
como o Brasil, Peru, Bolívia, as Guianas, a Venezuela
e a Colômbia. Principalmente no período das
chuvas, sob árvores próximas aos igarapés.
Tomar a vacina do sapo é uma prática antiga
com fim medicinal, muito difundida entre os povos indígenas
do Brasil e do Peru. |
No conhecimento caboclo tradicional da região
do Alto Juruá no Acre o
Kambô é remédio de índio, e a concepção
de doença para índio é diferente da
nossa. A doença é um espírito negativo
que abate a pessoa. Então o índio toma
Kambô para afastar o inimigo, também para tirar
“panema” que é a perda de
ânimo e vontade fraca para caçar, namorar, má
sorte, tristeza, fraqueza mental,
espiritual e física.
O pajé diz: “este remédio extraído
da rã de nome Kambô é bom porque traz
felicidade para quem a toma. Quando se toma o Kambô
a caça se aproxima curiosa do caçador; pois
quem toma emite um tipo de luz verde, e é isso que
faz a caça se aproximar. Serve para tirar a “panema”
e também desentope as veias do coração
fazendo circular a emoção, o sentimento, o amor”.
O uso do Kambô é tradição, faz
parte do conhecimento ancestral dos índios.
Pesquisa científica vem sendo realizada sobre as propriedades
da
secreção de phyllomedusa bicolor desde a década
de 80, ou antes. As pesquisas
revelaram que a secreção contém uma série
de substâncias altamente eficazes, como
analgésico e no tratamento da circulação
sanguínea. As substâncias da secreção
da rã também possuem propriedades antibióticas
e de fortalecimento do sistema imunológico.
É também uma oportunidade para fazer contato
direto com um caboclo de origem
Katukina, que tem o conhecimento da tradição
do uso do Kambô e seus benefícios.
Para os interessados em tomar a vacina do sapo, verifique
as datas na Agenda
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